a arte de ser feliz. a arte de fazer felizes os outros. eles. os de quem gostamos tanto.
a arte de saber viver assim, na passagem das horas e dos dias, com os bolsos sempre cheios e os sentidos alerta.
há quem a domine naturalmente, há quem vá aprendendo a dominá-la, há quem nunca o consiga.
ultimamente vivo assim, tonta, inebriada, atabalhoada - ainda mais do que o habitual - de tanto amor, de tão feliz, desta vida tão bonita de repente. desta vida atrevida, que sem permissão me invadiu o peito, a cabeça, o corpo, a casa, as manhãs, os fins-de-semana, as noites.
ser-se assim feliz, em pleno, de corpo e alma, até à mais ínfima fibra da pele, não é tarefa fácil. é preciso uma valente dose de coragem.
para se mudar o que é preciso. para se acabar com o que não faz falta. rompe-se de um só puxão a segurança do hábito, parte-se a normalidade, e os dias deixam de saber ao mesmo, deixam de ter previsão. a casa já não é a mesma, nem sequer a almofada que nos recebe à noite.
inspira-se profundamente e esticamos o peito para a frente, com a força que não usámos no tempo que gastámos até ali e concluímos que afinal de contas, aquela imagem gasta do espelho dos últimos tempos não passa de vapor do chuveiro.
que em cada um de nós reside toda a luz do mundo e que com os outros nos tornamos melhores.
assim, um minuto a seguir ao outro, um dia de cada vez, vamos aprendendo a felicidade. - sim! que também se aprende. e vamos aprendendo a liberdade. [como os meninos à volta da fogueira]
dito assim, mais parece citação de Osho.
mas não quero saber. porque não quero mesmo saber.
há lá coisa mais bonita do que ter encontrado uma vida nova? assim, com mensagens-poema a meio do trabalho, abraços a meio da noite, gargalhadas desenfreadas no meio da rua, danças bonitas no meio do coreto?
a arte de ser feliz com um olhar ao longe, com um sorriso cúmplice, com palavras em guardanapo no frigorífico, com piqueniques no jardim, com sestas na praia, com palavras cruzadas a dois, com grelhados à beira de uma tenda, com uma música que nos faz lembrar.
a arte de ser feliz nos dias normais.
e a arte de retribuir aos outros. eles. os de quem gostamos tanto.
["ai caramba que a miúda não se pode aturar de tão piegas."
não me lixem. aqui quem manda sou eu.]
vive em mim uma malabarista com o mesmo nome que eu, cujo desejo é conseguir manobrar a vida com equilíbrio durante pelo menos 10 minutos por dia.
24 agosto 2012
16 agosto 2012
quando te perdem de vista ao primeiro embate,
o mundo desaba-te sobre os ombros, a testa, os pés, com a força violenta de uma tempestade em alto mar.
numa quase-tontura, perdes os sentidos, a razão, as certezas, perdes até o norte.
e ali ficas, à espera que a tempestade passe, te encontrem de novo e te reconheçam.
que saibam quem és e te segurem ao colo, te levem de volta a casa.
o mundo desaba-te sobre os ombros, a testa, os pés, com a força violenta de uma tempestade em alto mar.
numa quase-tontura, perdes os sentidos, a razão, as certezas, perdes até o norte.
e ali ficas, à espera que a tempestade passe, te encontrem de novo e te reconheçam.
que saibam quem és e te segurem ao colo, te levem de volta a casa.
03 agosto 2012
o imenso mar
podia dizer-se tantas coisas sobre isto
fico-me pelo imenso mar. as férias imensas, de tão bonitas. as primeiras de muitas assim mesmo.
simples, memoráveis.
12 julho 2012
o teu primeiro ano
e os corações encheram-se de amor por ela.
a vida virou do avesso. girou com força e ficou mais bonita. mais luminosa.
faz hoje 1 ano que recebi o telefonema mais importante da minha vida. e esse momento, nunca se esquece.
o momento em que o coração rebenta de amor também não.
foi assim, no dia em que te conheci.
invadiste-nos os dias, a casa, os pensamentos, os corações.
nos teus 30 centímetros de gente ensinaste-me que a vida é de uma beleza infinita e que o essencial, se encontra nas coisas mais simples.
e decidi, naquele dia, não mais me conformar com a tristeza.
faz hoje 1 ano que sou tia. faz hoje também 1 ano que a mudança na minha vida começou.
[porque quando a tua perspectiva das coisas muda, tudo muda em teu redor.]
tu ali, tão pequenina. e já tão grande em todos nós.
Parabéns à Concha, a miúda mais bestial do mundo.
a vida virou do avesso. girou com força e ficou mais bonita. mais luminosa.
faz hoje 1 ano que recebi o telefonema mais importante da minha vida. e esse momento, nunca se esquece.
o momento em que o coração rebenta de amor também não.
foi assim, no dia em que te conheci.
invadiste-nos os dias, a casa, os pensamentos, os corações.
nos teus 30 centímetros de gente ensinaste-me que a vida é de uma beleza infinita e que o essencial, se encontra nas coisas mais simples.
e decidi, naquele dia, não mais me conformar com a tristeza.
faz hoje 1 ano que sou tia. faz hoje também 1 ano que a mudança na minha vida começou.
[porque quando a tua perspectiva das coisas muda, tudo muda em teu redor.]
tu ali, tão pequenina. e já tão grande em todos nós.
Parabéns à Concha, a miúda mais bestial do mundo.
08 julho 2012
estou a começar a ficar muito zangada.
a avaria no computador. no carro. as contas. os problemas. a falta de soluções. aquilo que se estragou. aquilo que tem de se pagar. o dinheiro. o dinheiro. o dinheiro.
estou mesmo a começar a ficar muito zangada.
os dias bonitos e as coisas simples.
e logo a seguir.
pumba.de.rompante.p'ra.não.te.ires.habituando.muito.
uma porta que te embate na cara. a vida lá fora. a realidade que não dá tréguas. que não te deixa repousar. marinar. parar.
caramba.
agora é que estou mesmo a ficar muito zangada.
a avaria no computador. no carro. as contas. os problemas. a falta de soluções. aquilo que se estragou. aquilo que tem de se pagar. o dinheiro. o dinheiro. o dinheiro.
estou mesmo a começar a ficar muito zangada.
os dias bonitos e as coisas simples.
e logo a seguir.
pumba.de.rompante.p'ra.não.te.ires.habituando.muito.
uma porta que te embate na cara. a vida lá fora. a realidade que não dá tréguas. que não te deixa repousar. marinar. parar.
caramba.
agora é que estou mesmo a ficar muito zangada.
02 julho 2012
da simplicidade
a imensa felicidade das coisas simples.
um almoço improvisado entre duas mesas atabalhoadas e alguns vasos de flores numa varanda do subúrbio.
petiscos e coca-cola numa tasca barulhenta e escura.
gargalhadas descontroladas ao som de música pimba.
a companhia de amigos. uma fotografia-que-ficou-mesmo-bem-e-foi-um-acaso. banhos frios em praia fluvial. música bonita e tu que me convidas a dançá-la.
[o acordar de manhã ao teu lado.]
a praia. o mar. a maresia e o cheiro a creme solar. um prato de caracóis ao fim da tarde.
uma boleia: "passo aí p'ra te buscar".
um cigarro na varanda, debaixo da lua.
um abraço.
um recado dela. um recado dele.
o adormecer da bolinha de ânimo.
um convite para café.
uma mensagem no telefone.
um olhar. no meio de todos, sem ninguém saber, aquele olhar.
um bilhete de cinema, um bilhete de comboio.
línguas de gato.
[...]
a sublime felicidade das coisas simples, dos momentos bonitos e da - espero - constante capacidade de os saber reconhecer.
um almoço improvisado entre duas mesas atabalhoadas e alguns vasos de flores numa varanda do subúrbio.
petiscos e coca-cola numa tasca barulhenta e escura.
gargalhadas descontroladas ao som de música pimba.
a companhia de amigos. uma fotografia-que-ficou-mesmo-bem-e-foi-um-acaso. banhos frios em praia fluvial. música bonita e tu que me convidas a dançá-la.
[o acordar de manhã ao teu lado.]
a praia. o mar. a maresia e o cheiro a creme solar. um prato de caracóis ao fim da tarde.
uma boleia: "passo aí p'ra te buscar".
um cigarro na varanda, debaixo da lua.
um abraço.
um recado dela. um recado dele.
o adormecer da bolinha de ânimo.
um convite para café.
uma mensagem no telefone.
um olhar. no meio de todos, sem ninguém saber, aquele olhar.
um bilhete de cinema, um bilhete de comboio.
línguas de gato.
[...]
a sublime felicidade das coisas simples, dos momentos bonitos e da - espero - constante capacidade de os saber reconhecer.
24 maio 2012
da família
cá dentro, bem guardados no peito, trago comigo
todos os lugares por que passei
todas as vidas que vivi
trago comigo todos os minutos até esta hora
e trago sobretudo todas as pessoas que por mim passaram.
as que estiveram e ficaram, as que passaram de relâmpago, as que estão, as que vão estando, as que estarão para sempre e as que todos os dias vão estando mais e ficando mais.
como esta nova família tradicional, que de tradicional tem muito pouco, que me enche a cada dança, cada gargalhada, cada nova partilha. esta nova família de pessoas especiais, bonitas. onde aquilo que conta está muito para além do palpável. e onde a dança e a música, são só mais um meio de comunicação. através do qual conversamos e partilhamos o que de mais íntimo temos num abraço forte, luminoso.
porque afinal,
"o essencial é invisível aos olhos. só se vê bem com o coração."
todos os lugares por que passei
todas as vidas que vivi
trago comigo todos os minutos até esta hora
e trago sobretudo todas as pessoas que por mim passaram.
as que estiveram e ficaram, as que passaram de relâmpago, as que estão, as que vão estando, as que estarão para sempre e as que todos os dias vão estando mais e ficando mais.
como esta nova família tradicional, que de tradicional tem muito pouco, que me enche a cada dança, cada gargalhada, cada nova partilha. esta nova família de pessoas especiais, bonitas. onde aquilo que conta está muito para além do palpável. e onde a dança e a música, são só mais um meio de comunicação. através do qual conversamos e partilhamos o que de mais íntimo temos num abraço forte, luminoso.
porque afinal,
"o essencial é invisível aos olhos. só se vê bem com o coração."
22 maio 2012
10 maio 2012
e olha, escrevo-te talvez na esperança de que um dia, por acaso, sorte, circunstância, aqui passes e aqui leias o que te quero mesmo dizer, o que sempre te quis dizer e não deixaste. ou o tempo não deixou.
escrevo-te essencialmente para te dizer que jamais quis que tudo acontecesse assim. que jamais vos perdi de vista, jamais vos magoei intencionalmente.
para te dizer também que não posso, nem vou, tolerar que me abanem com a força com que me abanaste e por isso fui embora. só por isso virei as costas. e se isso faz parte da nova malabarista, uma tal que já não conheces, que assim seja. porque esta sou eu agora. a malabarista que como toda a gente, erra. e erra valentemente, ou pouco, conforme o caso. mas que pede desculpa. sobretudo porque não o faz propositadamente. e seria bom que os meus amigos-família, como eram vocês, o soubessem.
e me não perdessem também de vista, assim, à velocidade da luz.
escrevo-te para te dizer que apesar de tudo o que foi dito, de tudo o que ficou por dizer, das lágrimas, da revolta, sobretudo da tristeza e da distância,
as saudades que tenho apertam-me com força o peito.
as saudades das risotas tontas, das partilhas grandes, das cantorias, da ternura.
as saudades vossas.
as tantas e tantas e tantas e tantas e tão grandes saudades dele, o pequenino, mais grandioso que o sol.
escrevo-te na esperança que passes por aqui e saibas que
vos penso
vos lembro
vos guardo.
até um dia.
e que até lá, os vossos dias sejam compostos por nada mais senão a melodia bonita de dias bons, solares, quentes.
escrevo-te essencialmente para te dizer que jamais quis que tudo acontecesse assim. que jamais vos perdi de vista, jamais vos magoei intencionalmente.
para te dizer também que não posso, nem vou, tolerar que me abanem com a força com que me abanaste e por isso fui embora. só por isso virei as costas. e se isso faz parte da nova malabarista, uma tal que já não conheces, que assim seja. porque esta sou eu agora. a malabarista que como toda a gente, erra. e erra valentemente, ou pouco, conforme o caso. mas que pede desculpa. sobretudo porque não o faz propositadamente. e seria bom que os meus amigos-família, como eram vocês, o soubessem.
e me não perdessem também de vista, assim, à velocidade da luz.
escrevo-te para te dizer que apesar de tudo o que foi dito, de tudo o que ficou por dizer, das lágrimas, da revolta, sobretudo da tristeza e da distância,
as saudades que tenho apertam-me com força o peito.
as saudades das risotas tontas, das partilhas grandes, das cantorias, da ternura.
as saudades vossas.
as tantas e tantas e tantas e tantas e tão grandes saudades dele, o pequenino, mais grandioso que o sol.
escrevo-te na esperança que passes por aqui e saibas que
vos penso
vos lembro
vos guardo.
até um dia.
e que até lá, os vossos dias sejam compostos por nada mais senão a melodia bonita de dias bons, solares, quentes.
30 abril 2012
o coração maior, muito maior, que todas as palavras do mundo.
o coração que parece querer rebentar pelas costuras mas que de alguma maneira parece conter sempre mais, todos os dias mais, a cada manhã maior.
as palavras todas do mundo que não chegarão nunca.
este meu coração que não sabia dar para tanto.
este meu coração envergonhado, atordoado, atabalhoado, adolescente, que tremelica de cada vez que te vê.
este meu coração renovado, que nasceu outra vez.
[falar de amor é cliché.
bem sei.
mas no estado em que estou, são-me permitidas todas as pirosices que quiser.]
o coração que parece querer rebentar pelas costuras mas que de alguma maneira parece conter sempre mais, todos os dias mais, a cada manhã maior.
as palavras todas do mundo que não chegarão nunca.
este meu coração que não sabia dar para tanto.
este meu coração envergonhado, atordoado, atabalhoado, adolescente, que tremelica de cada vez que te vê.
este meu coração renovado, que nasceu outra vez.
[falar de amor é cliché.
bem sei.
mas no estado em que estou, são-me permitidas todas as pirosices que quiser.]
23 abril 2012
triângulo
era uma vez um triângulo.
dois pontos paralelos no começo, ligados por uma recta delicada entre si, como quem dá as mãos e segue em frente.
na impossibilidade de seguir em paralelo - pois falamos de um triângulo - nascem duas outras rectas, desta feita consistentes, feitas de argamassa, que lentamente se vão encaminhando para o mesmo ponto solar, o topo do triângulo, como cume de montanha.
juntas, transformam-se agora num mesmo ponto, que aponta e foge para a frente.
com coragem, força, determinação.
juntos,
poderemos tudo.
dois pontos paralelos no começo, ligados por uma recta delicada entre si, como quem dá as mãos e segue em frente.
na impossibilidade de seguir em paralelo - pois falamos de um triângulo - nascem duas outras rectas, desta feita consistentes, feitas de argamassa, que lentamente se vão encaminhando para o mesmo ponto solar, o topo do triângulo, como cume de montanha.
juntas, transformam-se agora num mesmo ponto, que aponta e foge para a frente.
com coragem, força, determinação.
juntos,
poderemos tudo.
18 abril 2012
lembranças
lembro-me
de quase termos desistido.
[lágrimas grossas, velozes, bochecha a baixo, numa manhã dura e azul]
lembro-me
de quase termos dito "não" a isto
[gritos mudos em casa de banho pública, escondida para que ninguém me soubesse]
lembro-me
do toque, em segredo, no meio da multidão, dos encontros secretos ao som de música bonita.
[dentes crivados, contra os lábios, num leve contorcer de desespero]
lembro-me
de cada degrau subido em desespero ao fim de uma noite de sentires maiores que o coração.
[as mãos trementes e a chave que não entra na porta]
lembro-me
e espero nunca me esquecer.
[para que saibamos sempre o que nos trouxe aqui]
de quase termos desistido.
[lágrimas grossas, velozes, bochecha a baixo, numa manhã dura e azul]
lembro-me
de quase termos dito "não" a isto
[gritos mudos em casa de banho pública, escondida para que ninguém me soubesse]
lembro-me
do toque, em segredo, no meio da multidão, dos encontros secretos ao som de música bonita.
[dentes crivados, contra os lábios, num leve contorcer de desespero]
lembro-me
de cada degrau subido em desespero ao fim de uma noite de sentires maiores que o coração.
[as mãos trementes e a chave que não entra na porta]
lembro-me
e espero nunca me esquecer.
[para que saibamos sempre o que nos trouxe aqui]
15 abril 2012
a suspensão das coisas # 2
perguntam-me porque danço.
que coisa é essa afinal.
[...]
fechar os olhos.
o mundo todo ficou lá fora: o trabalho, o ruído, as filas, os papéis, o trânsito, as decisões, os amigos, até a família. deixas tudo do lado de lá, para seres apenas um corpo e um nome, no meio da multidão.
fechar os olhos e ouvir o que diz a música.
segui-la.
deixar que seja ela a decidir por ti.
viajar para longe, à velocidade da luz ou ao ritmo das ondas do mar. o balançar ritmado, ondulante, de um corpo leve, livre, pleno. um corpo que fala sem falar. melancólico e alegre. saudoso e feliz. cansado e enérgico. um corpo que diz tudo sem que precises de dizer nada.
longe, lá bem longe, onde ninguém chega, onde ninguém vê, onde existes unicamente para o verbo Ser.
longe, lá bem longe, onde suspendes o mundo.
sem juízos de valor. sem preconceitos. sem regras. sem coordenadas. sem obrigações.
apenas a música. e o teu corpo.
tu algures a flutuar entre os dois.
ansiolítico dos dias volumosos.
terapia da vida mundana.
longe, lá bem longe, onde te acompanham os sorrisos, gargalhadas e abraços cúmplices de quem caminha ao teu lado, de quem também deixou o mundo do lado de fora. de corpos que, como tu, também suspendem a vida dançando.
respondo, finalmente, que danço essencialmente, para me saber ser em pleno.
que coisa é essa afinal.
[...]
fechar os olhos.
o mundo todo ficou lá fora: o trabalho, o ruído, as filas, os papéis, o trânsito, as decisões, os amigos, até a família. deixas tudo do lado de lá, para seres apenas um corpo e um nome, no meio da multidão.
fechar os olhos e ouvir o que diz a música.
segui-la.
deixar que seja ela a decidir por ti.
viajar para longe, à velocidade da luz ou ao ritmo das ondas do mar. o balançar ritmado, ondulante, de um corpo leve, livre, pleno. um corpo que fala sem falar. melancólico e alegre. saudoso e feliz. cansado e enérgico. um corpo que diz tudo sem que precises de dizer nada.
longe, lá bem longe, onde ninguém chega, onde ninguém vê, onde existes unicamente para o verbo Ser.
longe, lá bem longe, onde suspendes o mundo.
sem juízos de valor. sem preconceitos. sem regras. sem coordenadas. sem obrigações.apenas a música. e o teu corpo.
tu algures a flutuar entre os dois.
ansiolítico dos dias volumosos.
terapia da vida mundana.
longe, lá bem longe, onde te acompanham os sorrisos, gargalhadas e abraços cúmplices de quem caminha ao teu lado, de quem também deixou o mundo do lado de fora. de corpos que, como tu, também suspendem a vida dançando.
respondo, finalmente, que danço essencialmente, para me saber ser em pleno.
14 abril 2012
a suspensão das coisas # 1
quando tiras uma fotografia, suspendes, na verdade, o mundo inteiro.
naquela fracção de segundo estão contidas todas as ilusões, desilusões, imaginações.
todos os sorrisos, gargalhadas, tempestades, novidades e amizades.
todos os segundos do mundo, todos os momentos do mundo, daquele exacto congelar de tudo e todos.
quando tiras uma fotografia, suspendes o mundo inteiro.
poderemos suspender, assim, o mundo, sempre que quisermos?
naquela fracção de segundo estão contidas todas as ilusões, desilusões, imaginações.
todos os sorrisos, gargalhadas, tempestades, novidades e amizades.
todos os segundos do mundo, todos os momentos do mundo, daquele exacto congelar de tudo e todos.
quando tiras uma fotografia, suspendes o mundo inteiro.
poderemos suspender, assim, o mundo, sempre que quisermos?
10 abril 2012
a melancolia dos dias cinzentos
e se...?
começam as perguntas.
e se, tão certo como o tempo mudar todos os dias,
tudo isto mudar também?
e se, acordarmos amanhã e aquilo que nos espera não será mais que desilusão, cansaço, desgasto?
dizes-me que o dia mais importante das nossas vidas é hoje.
e tens razão. só tenho de me lembrar mais vezes.
começam as perguntas.
e se, tão certo como o tempo mudar todos os dias,
tudo isto mudar também?
e se, acordarmos amanhã e aquilo que nos espera não será mais que desilusão, cansaço, desgasto?
dizes-me que o dia mais importante das nossas vidas é hoje.
e tens razão. só tenho de me lembrar mais vezes.
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